Posts da categoria: Transportes

Efeito cascata?

Para quem se alarma com a possibilidade da venda de ônibus completos no Brasil, aí vai mais um motivo para preocupação: a Neobus lançou uma parceria com a Navistar para fornecimento de um carro de médio porte prêt-a-porter, de motor dianteiro. Sai pronto de fábrica, com motor MWM 4.8. A base do projeto, já totalmente nacionalizado, é o chassi Navistar Série 3000, de grande aceitação no mercado americano. Quem vai gostar da novidade é a rede International. Curioso é que a apresentação do projeto excluiu a comunicação da International. Tudo foi feito pela encarroçadora.

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Preocupação latente

Fontes da indústria preocupadas com o avanço oriental também na área de ônibus. Marcas coreanas e chinesas poderiam começar, no Brasil, a comercialização de modelos de micro e miniônibus completos. O receio não está no aumento numérico de concorrentes, mas na quebra do paradigma de se comprar o chassi em uma montadora e encaminhá-lo a uma encarroçadora. O produto completo é muito mais rentável para quem fornece.

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Desorganização oficial

Falta de organização oficial. É assim que se pode chamar a operação ou processo para implantação da rede de abastecimento do combustível para Euro V, o S50. Para substituir o clima de incerteza sobre a capacidade ou não de distribuir adequadamente o S50, temos agora uma lambança federal. De um lado, ANP punindo e multando postos que ainda não oferecem o produto. De outro, os postos alegando absoluta falta de demanda pelo combustível, um pouco mais caro. Mas, acima de tudo, um dado sintomático do cada um por si: a indústria ainda não está vendendo nenhum caminhão Euro V. A prova disso? Ninguém tem tabela de preços de linha nova…

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Sinergia na marra

Vida independente de cada marca é uma coisa. Dinheiro no lixo é outra, bem diferente. E informações atribuídas ao board da VW AG confirmam que será realmente buscada e desenvolvida a necessária sinergia entre MAN e Scania, como duas empresas irmãs dentro do universo Volkswagen. Uma divisão de veículos comerciais pesados, com nome ainda não definido formalmente, abraçaria as duas companhias. A Scania lutou tanto para recusar a oferta hostil da MAN e, agora, acaba de braços dados com a (ex) concorrente…

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Pedra ou bumerangue?

Com direito à presença de seu CEO Mark Pigott, a DAF lançou no Paraná a pedra fundamental de sua fábrica, com muito marketing porém devendo algumas explicações. Como, por exemplo, a respeito dessa história de anunciar meta de atingir 10% do mercado em cinco anos. A história recente mostra que em outras vidraças a pedra da pretensão esqueceu da água benta e virou bumerangue. Primeiro, caros amigos, vamos explicar 10% de que? Do mercado global, do mercado competitivo, do mercado de pesados, do mercado de cavalos mecânicos amarelos? Sem duvidar da capacidade de ninguém, vamos lembrar que a Iveco, chegou só agora a quase 10%, penando para tornar-se full liner. E a trajetória anterior da International, então…

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Água na fervura

Meus amigos de Ford e Iveco, vamos tomar jeito e parar com essa rusga sobre qual concessionária é mais ambientalmente correta. Afinal, estamos todos no mesmo compromisso de defender o meio ambiente sem perder dinheiro. Ou não? Slaviero ou Mercalf? Está claro que, nesse momento, se a Ford fez primeiro, a Iveco foi mais além, até por fazer depois, como ocorre em todo lançamento de produto. Todos tiveram seu direito de resposta respeitado. Quanto ao Transpoonline, não somos house organ de ninguém e recomendamos um pouco mais de paciência ao tal público interno das duas marcas. Aliás, quando as montadoras quiserem falar de um projeto para transformar todas as casas da rede em estabelecimentos pró-ativos na questão, e dando prazo, é só chamar que isso vira pauta. Esse, sim, seria jeito construtivo de esticar assunto.

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Força no ataque

Acaba de ser confirmada a contratação de Vicente Goduto Filho pela International, ou Navistar, ou Navistar South America, como já denota a nova comunicação da companhia, abandonando referências à nomenclatura NC². Independente do nome, trata-se de considerável reforço para a montadora, pela experiência e alto nível de relacionamento do executivo com o mercado, particularmente frotistas. A experiência de Goduto em vender caminhões bicudos deve ajudar no resultado…

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Mestre na ativa

Antônio Dadalti, nosso Mestre dos Magos, em recente bate-papo, explica um pouco melhor o que entende por prestar consultoria. Esse negócio de ficar preso por contrato e, de vez em quando alguém telefona para perguntar o que ele acha disso ou daquilo, como se fosse uma rainha da Inglaterra, não é com nosso personagem. Consultoria, para ele, é tocar um job complementar, com escôpo e prazo definidos e, eventualmente, até equipe de apoio. Como ainda há muito por fazer no mundo da marca italiana, Dadalti acredita que esse será o caminho do acordo que vem sendo costurado.

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Lambança no L6

Um simples erro de interpretação pode custar caro a algumas marcas que operam no segmento de comerciais leves e utilitários, com veículos a diesel que não se enquadram na classificação de caminhões da Anfavea. Quem avaliou certo já está pronto para adotar a tecnologia Euro V nos mesmos prazos dos pesados. Outros, entre alguns de grande porte e importadores, achavam que teriam mais um ano de prazo para se adaptar. Engano feio, que está forçando a algumas medidas de urgência. Tem gente até cotando importação de motores da matriz. Outros abortaram planos de renovação da linha, ficando apenas com a atualização obrigatória do motor. A relação de forças nesse mercado vai mudar bastante, pois os parâmetros de comparação de produtos pelo mercado serão diferentes.

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Ameaça à vista?

Saiu na imprensa (vi no Terra, por exemplo), que  ”a Volvo, segunda maior fabricante de caminhões do mundo, disse nesta terça-feira que introduzirá uma semana de trabalho menor para os empregados da unidade Renault Trucks para ajustar a produção diante de uma possível queda na demanda”. Porta-voz admite o ajuste, em linha com a expectativa de que haverá um declínio de 10% em 2012 no mercado total europeu. Espera-se que a saudável operação brasileira seja preservada de decisões mais drásticas. Aliás, isso vale para todas as montadoras.

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