Posts da categoria: Transportes

Pra baixo do tapete

Verdadeiro desserviço à sociedade foi a matéria da Veja São Paulo sobre os caminhões e a paralisação na entrega dos combustíveis. De cara, e já não foi a primeira vez, a categoria aparece como a grande vilã da história. Por que razão ninguém aborda o despautério político da decisão? Se a prefeitura paulistana cumprisse sua obrigação, fiscalizando, milhares de veículos irregulares seriam tirados das ruas, sobrando espaço de circulação para quem está honestamente trabalhando. Que não se espere bom senso dos políticos, que só se movimentam em cima de alguma vantagem. O prefeito não é especialista no assunto, não entende de transporte, mas não se importa com isso nem um pouco. Mais fácil bater no transporte, sem força política e quem nem conseguiu eleger representantes…

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Safra de novidades

Quem pensa que os lançamentos Euro V se esgotaram todos na Fenatran está redondamente enganado. A renovação de produtos em processo no mercado vai longe, incluindo desde linhas novas até a inclusão de componentes, ainda em 2012. As caixas automatizadas, por exemplo, vão chegar em número cada vez maior de opções. A Iveco vai prosseguir a estratégia de lançamentos progressivos. O pessoal que promete fábrica nova também vai se encarregar de parte desse impacto. As áreas de treinamento vão ficar feito loucas, com tanta novidade. E vai ter inauguração de concessionária feito carrinho de cachorro quente…

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Evolução natural

Se Darwin pesquisasse na indústria automotiva, certamente consideraria natural algumas etapas da evolução tecnológica. Como no caso da Mercedes-Benz, que cogita trazer o New Actros para o Brasil, talvez na Fenatran 2013. A montadora prepara o lançamento do Actros em sua geração anterior, mas tudo vai depender do mercado. Ele usa o motor OM 471, de 13 litros, o mesmo Detroit Diesel DD 13. A transmissão Powershift está em sua 3ª geração e seus comandos estão na coluna de direção, como no Opticruise da Scania. O mundo está cada vez mais um só. Enquanto isso, meio que na contramão do pensamento evolucionário, a MB deve relançar no segundo semestre o Atron 1719, mais um Lázaro na história…

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Ajuste mais fino

Depois de apresentar sua nova linha de caminhões na Fenatran, com um portfólio de quatro modelos, a Agrale pensou melhor e cancelou seu modelo 6500, que seria o produto de entrada no mercado. O motivo para isso é técnico, pois o 6500 ficou muito parecido e próximo do 8500. Nomenclaturas à parte, o chassi é o mesmo. Isso configura importante tendência na montadora gaúcha, de elevar um pouco a capacidade de sua linha, deixando de lado a opção anterior de atender somente a faixa de entrada do mercado.

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Resultado normal

Não considero problemática a redução nas vendas anunciada pela Scania. Como a montadora optou por não alterar sua estratégia de só produzir veículo encomendado, evitando a formação de estoques e ignorando qualquer estratégia de pre buy, os números fazem sentido. Sem fazer saldão de varejo, teria mesmo de perder alguma coisa para a concorrência, envolvida em campanhas para zerar estoques Euro III. Depois isso normaliza. Ônibus já é diferente. O patrulhamento do governo e a tal licitação do rodoviário vão atrapalhar ainda por algum tempo, pela indefinição natural das novas regras.

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Efeito cascata?

Para quem se alarma com a possibilidade da venda de ônibus completos no Brasil, aí vai mais um motivo para preocupação: a Neobus lançou uma parceria com a Navistar para fornecimento de um carro de médio porte prêt-a-porter, de motor dianteiro. Sai pronto de fábrica, com motor MWM 4.8. A base do projeto, já totalmente nacionalizado, é o chassi Navistar Série 3000, de grande aceitação no mercado americano. Quem vai gostar da novidade é a rede International. Curioso é que a apresentação do projeto excluiu a comunicação da International. Tudo foi feito pela encarroçadora.

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Preocupação latente

Fontes da indústria preocupadas com o avanço oriental também na área de ônibus. Marcas coreanas e chinesas poderiam começar, no Brasil, a comercialização de modelos de micro e miniônibus completos. O receio não está no aumento numérico de concorrentes, mas na quebra do paradigma de se comprar o chassi em uma montadora e encaminhá-lo a uma encarroçadora. O produto completo é muito mais rentável para quem fornece.

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Desorganização oficial

Falta de organização oficial. É assim que se pode chamar a operação ou processo para implantação da rede de abastecimento do combustível para Euro V, o S50. Para substituir o clima de incerteza sobre a capacidade ou não de distribuir adequadamente o S50, temos agora uma lambança federal. De um lado, ANP punindo e multando postos que ainda não oferecem o produto. De outro, os postos alegando absoluta falta de demanda pelo combustível, um pouco mais caro. Mas, acima de tudo, um dado sintomático do cada um por si: a indústria ainda não está vendendo nenhum caminhão Euro V. A prova disso? Ninguém tem tabela de preços de linha nova…

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Sinergia na marra

Vida independente de cada marca é uma coisa. Dinheiro no lixo é outra, bem diferente. E informações atribuídas ao board da VW AG confirmam que será realmente buscada e desenvolvida a necessária sinergia entre MAN e Scania, como duas empresas irmãs dentro do universo Volkswagen. Uma divisão de veículos comerciais pesados, com nome ainda não definido formalmente, abraçaria as duas companhias. A Scania lutou tanto para recusar a oferta hostil da MAN e, agora, acaba de braços dados com a (ex) concorrente…

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Pedra ou bumerangue?

Com direito à presença de seu CEO Mark Pigott, a DAF lançou no Paraná a pedra fundamental de sua fábrica, com muito marketing porém devendo algumas explicações. Como, por exemplo, a respeito dessa história de anunciar meta de atingir 10% do mercado em cinco anos. A história recente mostra que em outras vidraças a pedra da pretensão esqueceu da água benta e virou bumerangue. Primeiro, caros amigos, vamos explicar 10% de que? Do mercado global, do mercado competitivo, do mercado de pesados, do mercado de cavalos mecânicos amarelos? Sem duvidar da capacidade de ninguém, vamos lembrar que a Iveco, chegou só agora a quase 10%, penando para tornar-se full liner. E a trajetória anterior da International, então…

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