Arquivo, Outubro de 2009

Não deu pra resistir…

Meu amigo Roberto Cortes que me desculpe, mas a oportunidade era boa demais para ser desperdiçada. Em um dos corredores da Fenatran, eu conversava com um amigo da Scania, quando Cortes, acompanhado por Hakan Samuelsson e mais alguns executivos, se aproximou. Depois dos cumprimentos e apresentações habituais, virei para Samuelsson (entre Cortes e o amigo da Scania) e perguntei, de sopetão: “Do you look at Scania as a competitor or a subsidiary?”
Entre risadas do grupo, Samuelsson tentava dizer que não podia responder uma pergunta dessas (“No, no, no”, gesticulava). No instante seguinte, Cortes já liderava o grupo para longe de uma próxima pergunta…
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Fenatran rolando

Um balanço do primeiro dia de Fenatran, para quem sobreviveu ao massacre de onze coletivas(sic) seguidas pode ser animador. Peneirando, peneirando, dá pra ver que faltam novidades entre as montadoras. Os produtos e componentes anunciados são todos para um, digamos, mercado futuro. Nada é para agora. No mínimo para o primeiro semestre de 2010. Os caminhões MAN pesados, então, só para 2011. Nessa lista estão os dois semileves da Hyundai, na faixa do Delivery, além da Transit chassi cabine e Cargo cabine leito, na Ford, ou mesmo o novo Iveco Vertis, um leve/médio que foi apenas mostrado, sem maiores informações. Na organização do evento, a baixaria de sempre, com exemplos a todo instante: custos excessivamente inchados para cobrança dos expositores (1 kva de energia a R$ 130, banda larga de 1 giga por R$ 10 mil…). Sem falar no estacionamento a R$ 40, crucial para jornalistas que não estiverem com carro adesivado, ou o banheiro porco (o de piso preto, antigão).

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Respeito é bom e jornalista gosta…

As montadoras gastaram pequena fortuna para estar na Fenatran, divulgando seus produtos. Pagaram cerca de R$ 80 mil para fazer parte do pool de coletivas de imprensa e então chutaram o balde. Ao invés de dividir as coletivas em pelo menos dois dias, os organizadores fizeram a bobagem — enorme — de concentrar todos os encontros, que eram dez mas ficaram onze, tudo no mesmo dia, domingo 25. Isso é uma tremenda falta de respeito para com os profissionais de imprensa, que serão obrigados a ficar de pé doze horas seguidas, indo em comitiva de um estande para outro, desde as 8:15 hs da manhã até as 17:00 hs. Os executivos, para eles tudo bem, pois só terão a obrigação de suportar os visitantes por 45 minutos. Que produtividade se espera dos jornalistas, que ainda terão de carregar um sem número de sacolas com press kits e, infelizmente, também jabaculês, os famigerados brindes, pelos quais os paraquedistas chegam a brigar. A categoria não é unida, ou não aceitaria ser sujeitada a isso. Serão quase 200 profissionais presentes ao pool de imprensa da Anfavea. Alguém, em sã consciência, acha mesmo que haverá cadeiras e press-kits suficientes para todos em todos os estandes? Sem falar no tempo para a entrevista, propriamente dita. Depois que os anfitriões terminarem a apresentação do tanto que seus produtos são maravilhosos, vai sobrar tempo para alguma pergunta inteligente? Fico até constrangido com tal situação.

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Vem bomba aí…

E não é que, por tabela, a operação Volkswagen Caminhões e Ônibus, hoje sob domínio da MAN Latin America, pode voltar à Volkswagen AG? A companhia pretende levantar até € 10 bilhões de acionistas para concluir fusão com a Porsche e fazer novas aquisições. Recentemente, Ferdinand Piech, presidente do conselho, comentou que ficaria satisfeito em ampliar de nove para doze o número de marcas controladas. Com valor de mercado é de € 43 bilhões, a VWAG pretende emitir 135 milhões de novas ações preferenciais até dezembro de 2014. A Volkswagen, que já detém 11,7% do mercado global, controla a Scania e tem ações da MAN, pode definir a compra de ações remanescentes da MAN AG…

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Ritmo certo

Foi gratificante essa oportunidade de mediar painel no Congresso SAE 2009. Sem rasgar seda, o tema “Enquanto Euro V não chega” foi muito bem escolhido, bem como os nomes dos painelistas. Prova disso é que os debates, após as apresentações, só foram encerrados por tempo, e com sala cheia até o final. Meus agredecimentos e cumprimentos…

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Privilégios

Parece mesmo que o Brasil é mais Bric que os demais países do bloco em desenvolvimento. Outra prova disso vem da MAN que, em seu acordo com a Sinotruk, avalizou a tecnologia da linha TGA, já substituída na Europa. Para o Brasil virão as linhas TGS e TGX, sucessoras da TGA. Isso em termos de pesados.

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Mundo enorme

Parece claro, pela recepção que a MAN reservou a jornalistas brasileiros e sulamericanos em visita a Munich, que a primeira preocupação é mostrar o que faz e divulgar uma boa imagem de marca. Daí a preocupação em mostrar a fábrica de motores de grande porte, como referência de tecnologia. Conhecemos ainda alguns produtos que, mesmo muito interessantes, não se encaixam no mercado brasileiro, como um cavalinho leve, de 8 toneladas e motor de 250 hp. Ruim, mesmo, só a viagem de volta. Foram 12 horas sentados no meio das fileiras, quase sem poder respirar. Difícil acreditar que uma agência tão forte como dispõe nossa anfitriã, ainda mais com um pacote de 50 assentos, não conseguisse reservar posições mais confortáveis…MAN_12

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