Arquivo, Julho de 2010

Abrindo caminho

Roberto Cortes foi a estrela de mais uma festa na operação MAN/VWCO, dessa vez no México. O executivo anunciou a oferta de caminhões leves VW com motor MAN, mas não comenta a possibilidade dessa sinergia na linha leve ser ampliada com a oferta também de uma cabine TGL, produto que ocupa uma faixa não atendida pela linha Constellation. Pelo menos por enquanto.

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Tudo, menos isso…

Já se sabe que Marcopolo e Caio Induscar fizeram ofertas para compra da Busscar, ambas recusadas pela noiva de Joinville. Ao que se comenta, são esses dois candidatos justamente aqueles para quem os atuais controladores se negam a vender, sob nenhuma hipótese. A agonia ainda vai se prolongar um tempinho.

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União faz a força

O refrão é usado, mas às vezes ainda se encaixa com precisão em algumas situações. Cresce na Abeiva a idéia de se criar uma área para administrar em conjunto os estoques em espera, dando cobertura às redes das diferentes marcas. A falta de áreas disponíveis em regiões como São Paulo, por exemplo, já é problema grave.

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Copa coreana…

Satisfeitíssima com a repercussão de ter seus ônibus circulando como veículos oficiais na Copa do Mundo da África do Sul, a Hyundai prepara outra ação das mais ousadas para Brasil 2014: os planos, embora ainda sem confirmação oficial, incluem repetir a dose, fornecendo ônibus para todas as delegações presentes ao evento brasileiro, como aperitivo para um lançamento de sua linha de passageiros a partir de 2015, com produção local. Isso vai incomodar muita, mas muita gente, mesmo…

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Visão de fora

Relendo alguns materiais disponíveis sobre o Michelin Challenge Bibendum, acho interessante destacar a visão dos organizadores do porque promoveram o evento no Brasil. “Mais de 80% da população brasileira vivem em cidades que não param de crescer – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre – onde o congestionamento urbano e a poluição representam um grave problema. Segundo o Banco Mundial, o setor de transportes é a principal causa da poluição do ar na América Latina. Apesar de independente em petróleo desde 2006, o Brasil é um dos dez maiores consumidores de energia e, por ser um país em desenvolvimento, deverá, até 2030, dobrar o uso de fontes de energia e de emissões de gás de efeito estufa. A eficiência energética é crucial no contexto brasileiro, assim como a necessidade de agir e estimular progressos mais rápidos nos próximos dez anos.”

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De novo, o pool capenga

O próximo IAA, marcado para setembro em Hannover, contará mais uma vez com caravana de jornalistas brasileiros, patrocinados pela Anfavea, na verdade Mercedes-Benz, MAN e Iveco. Mais uma vez, Volvo e Scania pularam fora, enquanto a Ford acha que mostrar apenas a linha Transit é muito pouco. Perdem todos. Os ausentes, pela oportunidade desperdiçada. E os jornalistas, porque ficarão (ficaremos, na verdade) espremidos em dois minguados dias de imprensa. A solução, para quem quiser trabalhar por uma boa cobertura, será analisar criteriosamente a programação e fugir um pouco de coquetéis e eventos promocionais. Hannover é mais ou menos dez vezes maior que o Anhembi.

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Elogios e dúvidas

Em recente conversa com respeitado consultor do mercado de comerciais, surgiu interessante e sintomático comentário. “A Sinotruk é pequena, apenas uma importadora, mas parece bem mais centrada que a NC2. Seu pessoal conhece o ramo e o mercado brasileiro, enquanto a NC2 é uma dúvida só. Falta definir coisas demais ainda”. Registro feito. O temor desse interlocutor é ver a repetição de erros da International, que sequer traduzia instrumentos de painel. A propósito, a frase de Roberto Campos, de que o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil, não se aplica mais, se é que algum dia foi…

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Alô, NC2…

Já está mais do que na hora da NC2 tornar públicos algumas de suas estratégias. Para quem já está até testando veículo na Fernão Dias, contatando fornecedores e entrevistando candidatos a vagas de emprego abertamente, é bom vir a público informar alguma coisa. Confiança é algo que se conquista aos poucos…

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Torcendo de longe

Conheci Harold Nielson no tempo em que ele ligava para os jornalistas reclamando se a revista publicava mais fotos da marcopolo do que da Nielson. Faz tempo, isso. De lá para cá, não poucas vezes entrevistei dirigentes da empresa, hoje Busscar, inclusive Claudio Nielson. Sempre fiz questão de manter a Busscar no anuário, mesmo na época do primeiro tsunami. A razão desse comentário é apenas registrar nossa torcida para que a empresa encontre uma saída para sua séria crise, que já atinge até as páginas da imprensa não especializada. Comenta-se, dentro da própria empresa, um suporto interesse da Caio Induscar em assumir o controle, nos mesmos moldes do que fez com a antiga Caio. Pode ser mas, como ninguém confirma nada, é bom esperar. Ao pessoal da Busscar, um recado: querendo falar, estamos de páginas abertas…

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