Arquivo, Setembro de 2010

Chovendo no molhado

Georg Pachta-Reyhofen, CEO da MAN, comentou no IAA que, no Brasil, a frota velha, com idade média de 17 anos, é oportunidade de negócios. Teoricamente, ele está certíssimo, mas esse é um exemplo de que, na prática, a teoria é outra. Todo fim de ano ouvimos presidente de montadora receber jornalista dizendo isso. Só falta combinar com o mercado, pois tanto autônomos quanto boa parte dos frotistas insistem em explorar seus caminhões até virar pó. Resta saber como esses candidatos a newcomers estão trabalhando essa questão.

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Coro contra abuso

Deu no Estadão (29/09). Benjamin Steinbruch, presidente da Fiesp, fez coro a comentário do presidente da Mercedes-Benz do Brasil, ao comentar que considera os reajustes acima de 10% “um exagero, se comparado ao resto do mundo”. Metalúrgicos da Ford, Scania, Volkswagen, que ganharam 10,8%, e Mercedes-Benz, com 10,5%, estão bem alinhados na exigente postura.

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Balanço à primeira vista

Tenho ainda muito material a produzir em cima de material colhido em Hannover, no IAA, mas quero passar uma idéia que me parece clara a esta altura: quem esperava festival de lançamentos e inovações tecnológicas, se deu mal. O tom do show foi mostrar que toda a tecnologia verde mostrada em 2008, com ênfase nas soluções híbridas, está mesmo saindo dos laboratórios para as linhas de  montagem. Tanto que como novidade, mesmo, aparece um caminhão da BMC, montadora da Turquia, seguindo os conceitos do Econic. Muito pouco. De resto, todos comunicando ao mundo e a seus clientes que conseguiram sobreviver à crise, esperando a volta dos compradores. As informações mais interessantes falavam, invariavelmente, de estratégias, nada de produto. Muito importantes, também, soluções como o sistema de injeção Bosch para Euro VI, com impressionantes 4 mil bar de pressão. Mas coisas como essa se contavam nos dedos e, mesmo assim, por baixo de muitos panos…

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Culpa do teclado

Na recente viagem promovida pela Anfavea, levando jornalistas convidados por um pool de empresas ao IAA, na Alemanha, fiz uma bobagem ao não levar um lap top, que fez muita falta. Por conta disso, não pude alimentar convenientemente este blog – e olhem que assunto não faltava. Como tive de recorrer, no pouco tempo livre que nos restava, a computadores com teclado em alemão, não quis publicar posts com erros de ortografia. Quanto ao resto do portal, resolvi o problema enviando todo o material por e-mail para a redação, que se encarregou de uma apurada revisão. Quanto ao esquema de viagem, em si, meus agradecimentos aos organizadores que, mesmo apresentando uma programação aparentemente bastante rígida, mostraram a necessária flexibilidade para entender as necessidades de um e outro profissional de imprensa que, por esse ou aquele motivo, às vezes não pudesse comparecer a algum dos muitos eventos promovidos pelas marcas patrocinadoras Mercedes-Benz, Iveco e MAN. No meu caso, particularmente, espero que o resultado de tanto esforço e algumas bolhas nos pés satisfaça leitores e indústria…

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Jornalista em on…

Reza a terminologia jornalística que declarações em “on” são aquelas em há uma identificação formal da fonte sobre uma determinada informação. Ao mesmo tempo, declarações em “off” podem ser consideradas aquelas provenientes de fonte que pede para não ser identificada, mas nem por isso menos fidedignas. Não é preciso abrir e fechar aspas para se reproduzir uma informação que, muitas vezes, não se constitui em uma declaração formal. O recurso é absolutamente corriqueiro no meio jornalístico e, teoricamente, deveria ser interpretado da mesma forma em todo o mundo. O jornalista precisa saber identificar informação em “off” de confidência pessoal mas, da mesma forma, a fonte precisa saber com quem está lidando. Ao falar com um jornalista, uma pessoa pública precisa medir suas palavras, pois do outro lado está um profissional atento, em busca de informação. Muitas vezes, é preciso deixar claro se a conversa entre as partes é uma informação em “off” ou simplesmente um caldo de cultura para deixar o jornalista inteirado de uma determinada situação. Nesse caso cabe uma orientação do tipo “isto não é para ser publicado”. É bom lembrar que, por outro lado, tem muito executivo usando jornalista como garoto de recados para plantar notícia. Estou comentando o tema porque surgiu, dia desses, em sala de espera de aeroporto, durante a viagem de jornalistas pela Anfavea, mas nada pessoal…

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Futuro animador

A previsão das montadoras é de que o Brasil vai consumir 250 mil caminhões a partir de 2014 e estamos com tremenda dificuldade de fabricar, somente para o mercado interno, 160 mil unidades que seriam facilmente vendidas hoje, caso estivessem disponíveis. É com esse cálculo que todo mundo está se lambuzando e, por trás de suas mesas, executivos de fabricantes de caminhões de todo o mundo arrancam seus cabelos procurando uma fórmula de beliscar uma lasca desse enorme bolo. Daí que todo mundo acha que tem lugar na mesa, mas é bom não esquecer que não é só com estatísticas e análises setoriais que se conquista mercado…

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Divisão de encargos

Roger Alm, presidente da Volvo LA, explicava em bate-papo em restaurante de Lima, Peru, qual seu papel relacionado às operações de caminhões e ônibus: “Em caminhões eu mando, mas em ônibus só posso sugerir. Em caso de alguma discordância séria, tenho o board para recorrer”. Isso, apenas como nota curiosa para explicar a estrutura de operação da companhia, pois a sinergia é boa entre as partes. A montadora reuniu jornalistas em Lima para mostrar a força de sua operação com veículos vocacionais no Peru, segmento  que lidera com 23% de participação e mais de 50 anos de presença no país.

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Pé no pó

Acabando de chegar a Lima, para conhecer melhor a presença da Volvo no segmento de mineração no Peru, nos deparamos com uma cidade estranha, coberta por uma névoa de fumaca, como em São Paulo por estes dias. Os servicos de transporte são desempenhados por veículos, caminhões e onibus meio antigos. Entre os caminhões, muitos de marcas orientais, como chinesas, japonesas e coreanas, como JAC, Hino, UD(Nissan Diesel) Hyundai e muito museu americano Freightliner, Ford, GMC. Para os passageiros, jardineiras e carros pequenos, quase vans, pouca coisa com cara de novo. Amanhã tem convencão de imprensa e, no dia seguinte, visita a uma mineradora local para ver uma operação. Algumas informações relacionadas a essa visita tem embargo até o final de outubro…

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Atraso pode sair caro

Em evento promovido pela Caterpillar para anúncio sobre a segunda fábrica da companhia no país, um comentário difícil de ser refutado: se a Caterpillar, aproveitando uma edificação quase pronta, ainda vai levar um ano para tornar a planta operacional, que dirá então a NC2, que tinha planos de aparecer na Fefnatran 2011 com toda a pompa, mostrando ao mercado sua linha Euro V para 2012? Profissional de larga experiência presente ao evento, admitiu que em termos de NC2 há muitas coisas atrasadas mesmo. Mas que em breve será feita a comunicação que o mercado espera. De qualquer modo, se a planta levar dois anos para dar start, oportunidades serão perdidas…

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