Arquivo, Fevereiro de 2012

Evolução natural

Se Darwin pesquisasse na indústria automotiva, certamente consideraria natural algumas etapas da evolução tecnológica. Como no caso da Mercedes-Benz, que cogita trazer o New Actros para o Brasil, talvez na Fenatran 2013. A montadora prepara o lançamento do Actros em sua geração anterior, mas tudo vai depender do mercado. Ele usa o motor OM 471, de 13 litros, o mesmo Detroit Diesel DD 13. A transmissão Powershift está em sua 3ª geração e seus comandos estão na coluna de direção, como no Opticruise da Scania. O mundo está cada vez mais um só. Enquanto isso, meio que na contramão do pensamento evolucionário, a MB deve relançar no segundo semestre o Atron 1719, mais um Lázaro na história…

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Ajuste mais fino

Depois de apresentar sua nova linha de caminhões na Fenatran, com um portfólio de quatro modelos, a Agrale pensou melhor e cancelou seu modelo 6500, que seria o produto de entrada no mercado. O motivo para isso é técnico, pois o 6500 ficou muito parecido e próximo do 8500. Nomenclaturas à parte, o chassi é o mesmo. Isso configura importante tendência na montadora gaúcha, de elevar um pouco a capacidade de sua linha, deixando de lado a opção anterior de atender somente a faixa de entrada do mercado.

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Resultado normal

Não considero problemática a redução nas vendas anunciada pela Scania. Como a montadora optou por não alterar sua estratégia de só produzir veículo encomendado, evitando a formação de estoques e ignorando qualquer estratégia de pre buy, os números fazem sentido. Sem fazer saldão de varejo, teria mesmo de perder alguma coisa para a concorrência, envolvida em campanhas para zerar estoques Euro III. Depois isso normaliza. Ônibus já é diferente. O patrulhamento do governo e a tal licitação do rodoviário vão atrapalhar ainda por algum tempo, pela indefinição natural das novas regras.

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Efeito cascata?

Para quem se alarma com a possibilidade da venda de ônibus completos no Brasil, aí vai mais um motivo para preocupação: a Neobus lançou uma parceria com a Navistar para fornecimento de um carro de médio porte prêt-a-porter, de motor dianteiro. Sai pronto de fábrica, com motor MWM 4.8. A base do projeto, já totalmente nacionalizado, é o chassi Navistar Série 3000, de grande aceitação no mercado americano. Quem vai gostar da novidade é a rede International. Curioso é que a apresentação do projeto excluiu a comunicação da International. Tudo foi feito pela encarroçadora.

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