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Lupercio Torres Neto

Presidente do Grupo Irga. "Quais as expectativas do segmento de transportes de cargas superpesadas para 2009?"

Quarta-feira, 11 de Março de 2009 - 22h03

Após a atual crise econômica ter começado, organizações dos mais variados segmentos tomaram uma postura defensiva, de corte de gastos e demissão de funcionários. Em parte, a “crise” tem gerado um efeito muito mais psicológico do que propriamente “real” no desempenho das diferentes áreas, fazendo com que grandes empresas se amedrontem e não invistam em novos projetos.

Precisamos aguardar os acontecimentos nos próximos meses para sabermos qual será a real consequência da crise para o nosso país. Há uma grande expectativa nas iniciativas que serão tomadas pelo recém-eleito presidente americano, Barack Obama - e também no Brasil, pelo nosso governo. Porém, aguardar não é ficar estagnado.

Um bom exemplo de setor que mantém sua estabilidade, ainda que siga evitando gastos, é o de transporte de cargas superpesadas e superdimensionadas. Se companhias do ramo, por um lado, frearam seus investimentos num certo instante, também não realizaram demissões. E já este ano existe a possibilidade do fechamento de novos contratos.

Devemos “mostrar a cara” no momento turbulento para, a médio e longo prazo, colher os frutos desses investimentos. Nosso setor já superou outras crises e esta não será diferente. No início da década passada, as organizações de transportes de cargas superpesadas brasileiras passaram por um momento muito difícil. O mercado encontrava-se sem investimentos em infraestutura mas, com criatividade e perseverança, soubemos superar as dificuldades, e atualmente o Brasil é líder deste segmento na América Latina.

Projetos para este ano seguem em andamento, e esperamos que quase todos sejam concretizados e com boas  perspectivas  para  2010/2011. Para chegar ao sucesso durante o período caótico e criar boas perspectivas para o futuro, é necessário  agressividade comercial, ter pensamentos diferentes, tanto da parte de empreendedores como de colaboradores.

Os empresários precisam adotar uma postura arrojada, perceber o momento certo para atuar e buscar parceiros, ter idéias originais e não ficar atrelados aos mecanismos que regem o mercado atualmente. Antes de tudo, é preciso que haja uma “mudança de cultura”, tanto na atuação externa, como dentro de cada corporação. Desde as diretorias, na forma de atuarem, como os funcionários, que precisam estar atentos às transformações do mercado e se atualizarem constantemente. 

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