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A Volvo inaugurou, terça-feira 29, com direito a descerramento de placa, em seu complexo industrial de Curitiba, uma fábrica de caixas de câmbio eletrônica I-Shift. No mesmo evento, também foi marcado o início da produção local dos motores de 11 litros. A transmissão era importada de Köping, Suécia e o motor vinha de Lyon, França. Os investimentos nos dois projetos somam R$ 25 milhões. Esse processo de localização de componentes já havia sido anunciado desde setembro.
Os veículos pesados FH e FM que sairão da linha de produção do Paraná em dezembro já serão equipados com os novos itens. “A caixa I-Shift tem tido uma fantástica aceitação. Ela já equipa cerca de 80% dos caminhões FH e FM e mais de 90% dos ônibus rodoviários em Curitiba”, declara Roger Alm, presidente da Volvo do Brasil. O sucesso da I-Shift se deve, em boa parte, à sensível redução no consumo de combustível, de até 5% em relação à caixa manual e a vantagens como maior durabilidade da embreagem (até o dobro), menor desgaste de pneus (até 30%, somente evitando o efeito de patinação), além de maior nível de conforto e segurança para o motorista, ao evitar cerca de 600 trocas de marcha por dia.
O Brasil é o primeiro país a ter uma fábrica de caixas de câmbio I-Shift fora da Suécia, sede mundial do Grupo Volvo”, comemora Nilton Roeder, diretor de powertrain da Volvo Latin America. Até então estes componentes eram produzidos na unidade fabril de Köping, a 340 quilômetros de Gotemburgo, onde está localizado o headquarter da Volvo. O projeto para a nacionalização da I-Shift durou cerca de dois anos e envolveu engenheiros brasileiros e suecos.
“Quando foi lançada, junto com a nova linha “F” de caminhões, a I-Shift representava menos de 3% das vendas de veículos desta categoria. A partir daí, iniciou uma escalada espetacular”, diz Bernardo Fedalto, gerente de caminhões da linha F. Boa parte do sucesso da caixa de câmbio eletrônica se deve a sensível redução no consumo de combustível que proporciona – até 5% em relação aos veículos com equipamentos manuais. “Existem relatos de transportadores de uma economia ainda maior, alguns deles com 7% de diminuição”, destaca Alvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo do Brasil. Em 2007, a taxa de utilização de I-Shift passou para mais de 7% dos negócios dos caminhões FH e FM e, no ano seguinte, mais que dobrou sua participação, alcançando 17% do total de veículos que saíam da linha de produção. Encerrou 2009 registrando quase 40% das vendas, até chegar em 2010 na casa de 60% e, finalmente, aos atuais 80%.
Quando a caixa I-Shift foi lançada, há 10 anos, era algo que nunca havia sido visto antes no segmento. Naquela época, poucas pessoas acreditavam num sistema de transmissão projetado exclusivamente para engrenagem com mudanças automáticas. Hoje, a I-Shift é um dos equipamentos mais procurados da Volvo. Atualmente, cerca de 80% dos caminhões FH da Volvo são equipados com este sistema, tornando a I-Shift praticamente uma especificação padrão. No seu lançamento, em 2001, a situação era muito diferente. Já havia no mercado europeu um certo número das chamadas AMTs (Transmissões Mecânicas Automatizadas). Eram componentes baseados em caixas de câmbio manual adaptadas para permitir a mudança de marcha de forma automática. A empresa foi bem-sucedida neste objetivo e, em 2002, apenas um ano após o lançamento do sistema, 14% de todos os caminhões Volvo vendidos já saiam equipados com a I-Shift. Só para efeito de comparação, a sua antecessora, a Geartronic, a primeira AMT da Volvo Trucks, equipou 1% de todos os caminhões vendidos pela empresa.
Em 2005, quando a segunda geração da I-Shift foi lançada, as seções dianteira e traseira da transmissão tinham sido redesenhadas para incluir um novo sistema de embreagem e uma nova relação de marchas. Estas mudanças proporcionaram um aumento na capacidade de carga em composições maiores. A terceira geração foi lançada em 2009 e personalizada para atender às normas de emissões Euro 5. Esta caixa apresentou uma série de melhorias mecânicas (hardware), juntamente com um novos softwares. A caixa de câmbio eletrônica I-Shift é praticamente uma unanimidade no segmento de ônibus da Volvo no mercado brasileiro, equipando mais de 90% dos chassis rodoviários Volvo destinados para viagens de média (B340R e B380R 4x2) e de longa distância (B380R e B420R 6x2 e B380R e B420R 8x2).
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