Buscar

Transporte Urbano

São Paulo investe nos alternativos

Ônibus com motor a etanol e trólebus elétricos estão entre os veículos movidos a combustíveis alternativos que serão integrados à frota de São Paulo. Secretário diz cidade que não tem planos para VLT.

Quarta-feira, 25 de Janeiro de 2012 - 08h28
60 ônibus a etanol passam a rodar em São Paulo, no total

Por André Gomide

De uma tacada só, a cidade de São Paulo receberá 37 novas unidades de ônibus movidos a combustíveis alternativos, uma demonstração de que a prefeitura está focada nas questões de controle de emissões de poluentes. Com os dez novos veículos da marca Scania movidos a etanol, a cidade passa a contar com 60 modelos movidos com o combustível extraído da cana de açucar. “São veículos mais caros, mas os benefícios para a cidade justificam os investimentos”, disparou o prefeito Gilberto Kassab.

Para o empresário José Sergio Pavani, sócio-administrador da Tupi Transportes, operadora dos Scania, o etanol é uma alternativa interessante para substituirmos o diesel com foco na redução de emissão de poluentes. “Todas as possibilidades do mercado eram apenas experiências e a Scania nos deu um produto com eficiência consolidada”, explica. Os modelos Scania K 270 6x2 são da terceira geração da tecnologia etanol combustível que emiti até 90% menos gás carbônico na atmosfera se comparo ao diesel.

Segundo Gilberto Kassab, o objetivo da prefeitura é substituir, até o final de 2018, toda a matriz energética de sua frota de 15 mil ônibus por combustíveis renováveis. Dias após o anuncio dos novos ônibus a etanol, foram integradas à frota circulante de São Paulo 27 unidades novas de trólebus elétricos, veículos ainda mais verdes se comparados ao movidos a etanol. Produzidos pela Eletra, empresa 100% brasileira que especializou na construção de ônibus elétricos, a nova frota traz a novidade de um trólebus de 15 metros de comprimento, o maior do Brasil, construído sobre chassi Scania. Os demais usam chassi Mercedes.

O contrato com a Eletra prevê um total de 127 carros elétricos.
Os projetos da prefeitura de São Paulo, no entanto, não incluem soluções que passam pelos veículos do tipo VLT – Veículos Leves sobre Trilhos.

Segundo Marcelo Cardinale Branco, secretário municipal de transportes, o conceito VLT tem um inconveniente que impossibilita sua operação na cidade de São Paulo. “Esse tipo de transporte exige que as composições trafeguem com liberdade e a cidade possui muitos cruzamentos”, explica. Segundo ele, a prefeitura optou pelas linhas suspensas exatamente por isso. “São muitos mais caros, pois exigem construções de estruturas, mas o tempo de percurso dos ônibus é enormemente reduzido”, justifica. 

+ Notícias  | 
+
Fale conosco | Mapa do site | Copyright © transpoonline.com.br - Todos os direitos reservados. All rights reserved.