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O protecionismo do governo federal para com as mercas representadas pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) acaba de avançar mais um capítulo e começa a ganhar ares de exagero. Isso porque foi derrubado o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) somente para os veículos importados das montadoras afiliadas à entidade. Enquanto isso, apesar da previsão de crescimento para 2012, às marcas afiliadas à Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores) perdem em competitividade nos segmentos aonde há concorrência.
Tamanho protecionismo parece exagerado por vários prismas: primeiro, em 2011, as montadoras nacionais enviaram, juntas, para suas matrizes no exterior o equivalente a US$ 5,58 bilhões. Este volume não se justificaria em caso de crise ou ameaça à indústria nacional, que registrou volume recorde de vendas no ano passado. Em segundo lugar, as marcas representadas pela Abeiva somam uma participação muito baixa – cerca de 5% – no mercado nacional, na comparação global de veículos negociados no país.
De acordo com portaria publicada no “Diário Oficial da União”, um total de 18 montadoras se enquadram nos requisitos de exceção para a majoração de 30% do IPI, imposta no final de 2011 aos veículos importados. Na avaliação do governo, essas empresas cumprem também as regras de investimento de 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento.
A montadoras beneficiadas são: Agrale, Hyundai, Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mitsubishi, Mercedes-Benz, Nissan, Peugeot Citroën, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International.
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