Edição 192
Cobrança natural
O avanço das ações da NC2 no Brasil, com a contratação de colaboradores, desenvolvimento de fornecedores e até testes de campo com produtos, está gerando certo desconforto no mercado pela falta de esclarecimentos da montadora. Uma vez que confiança é algo que se conquista aos poucos, já estaria mais do que na hora da NC2 vir a público explicar algumas coisas e definir rumos para o mercado. Entre várias razões que poderiam ser apontadas para isso, uma é mandatória: explicar que não serão repetidos enganos estruturais como da última incursão da International.
Cobrança natural II
Entre os tais “enganos estruturais” estaria a falta de conhecimento do mercado local. A NC2 está preparando produtos com o perfil do mercado brasileiro ou está procurando clientes para os produtos que definiu lá da matriz, tipo caminhão americano com cabine indiana? Qual o perfil de sua rede de distribuidores? A distribuição das casas vai começar de novo pelo Sul ou desta vez começam atacando São Paulo? Em recente conversa com respeitado consultor do mercado de comerciais, surgiu interessante e sintomático comentário. “A Sinotruk é pequena, apenas uma importadora, mas parece bem mais centrada que a NC2. Seu pessoal conhece o ramo e o mercado brasileiro, enquanto a NC2 é uma dúvida só. Falta definir coisas demais ainda”. Registro feito. O temor desse interlocutor é ver a repetição de erros da International, que sequer traduzia instrumentos de painel. A propósito, a frase de Roberto Campos, de que o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil, não se aplica mais, se é que algum dia foi… + leia mais no Blog do Queiroz



