Edição 230
Cofre sem fundo
O que foi o principal chamariz do programa de governo petista, o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), encerra a Era Lula com o balanço de realizações aquém do projetado e já com recursos empenhados da versão PAC 2. No final de 2009, no setor de infraestrutura logística, de um total de R$ 9 bilhões destinados a rodovias, somente 37,6% foi pago. Em ferrovias, de R$ 1,5 bilhão, 23,3% foi empenhado. Na área de portos, de R$ 1,1 bilhão, 32,2% foi realizado. Finalmente, em aeroportos do montante de 325 milhões, 0% foi pago. No entanto, apesar disso, consta que o recurso definido para o programa em 2011 tem investimentos previstos de R$ 43,5 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. Da parte que cabe à infraestrutura logística, na lei orçamentária, os valores somam R$ 17,9 bilhões. No total, contando todas as áreas serão R$ 12 bilhões a mais e nesta conta não está computado o montante destinado aos investimentos da Copa 2014. Dinheiro a rodo para pouca concretização.
Cadê as balanças?
Não adianta nada conservar as rodovias se a instalação de balanças previstas no PAC, ainda não ocorreu. Os lotes de 30 unidades programados para o período de 2007-2010 estão numa fila inexplicável e só novo constam como instaladas. O programa inclui dezenas de balanças fixas e móveis para serem instaladas em rodovias federais, que, segundo consta, foram compradas em abril passado, mas as unidades estão envolvidas num processo demorado de licitação. Desde 2007 só 16 foram liberadas. E os estados já reclamam. Maranhão e Piauí não receberam nada. Hoje são 65 balanças operando, número ridículo para o tamanho da malha viária nacional. O Dnit planeja mais 157, mas não diz quando. A pergunta que não quer calar: onde estão os recursos e porque a demora a demora de licitar serviço tão necessário pa ra reservar as estradas. Êh ano eleitoral!



